domingo, 1 de novembro de 2009


Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber



Apenas Mais Uma De Amor
Lulu Santos

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

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Hoje, apenas um gesto!
(porque as palavras faltariam...)


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30.10.2009 #

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Menino dos Zóio Meu


Andaram fazendo coisa, pra separar ocê de eu,
Mas não conseguiram ainda, menino dos zóio meu.
Chegar inté fazer prece, pro nosso amor se acabar,
Mas não conseguiram ainda, ocê de mim separar.

O amor é um carrapicho que gruda que nem raíz.
Às vezes machuca a gente, a gente fica feliz.
Por isso não tenha medo, menino dos zóio meu.
Pruque meu doce de côco, meu coração é só seu, viu?
Menino dos zóio meu.

Andaram fazendo coisa, pra separar ocê de eu,
Mas não conseguiram ainda, menino dos zóio meu.
Chegar inté fazer prece, pro nosso amor se acabar,
Mas não conseguiram ainda,você de mim separar.

O amor é um carrapicho que gruda que nem raíz.
Às vezes machuca a gente, a gente fica feliz.
Por isso não tenha medo, menino dos zóio meu.
Pruque meu doce de côco, meu coração é só seu, viu?
Menino dos zóio meu.

Meu coração é só seu, viu? Menino dos zóio meu.
Meu coração é só seu, viu? Menino dos zóio meu.

- Nalva Aguiar -

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Beijos e Abraços


Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto,
não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho,
requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente
tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes,
que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele,
vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós
e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade,
a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples...
é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

- Luís Fernando Veríssimo -

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Canção das Mulheres



Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.


-Lya Luft

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Setenta anos da morte de Freud


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As hipóteses formuladas pelo criador da teoria psicanalítica marcaram a cultura contemporânea
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Sigmund Freud é um dos personagens mais citados do último século. Coleciona tanto títulos como críticas e discordâncias: enquanto uns o consideram o “descobridor do inconsciente” outros já o qualificaram como charlatão e embusteiro intelectual. Mas o célebre neurologista, que morreu em 23 de setembro de 1939, há exatos 70 anos, não foi o primeiro a voltar sua atenção para a atividade psíquica. No âmbito da filosofia, desde o Iluminismo já era de conhecimento geral a existência de uma esfera na qual se desenrolam processos psíquicos inconscientes que co-determinam o que pensamos e sentimos, assim como o que fazemos ou deixamos de fazer. Os românticos do início do século XIX chegaram mesmo a basear nesse conhecimento toda sua produção intelectual. Do ponto de vista científico, porém, o inconsciente era terra incógnita até que Freud começa-se a mapeá-lo.

Suas teorias foram instigadoras de polêmicas. Quando escreveu A sexualidade na etiologia das neuroses, em 1898, defendendo, pela primeira vez, a existência da sexualidade infantil, causou escândalo entre os médicos vienenses. Cerca de um ano antes, tinha se desiludido com as pacientes histéricas. Na famosa carta de 21 de setembro de 1897 ao amigo e interlocutor Wilhelm Fliess, o criador da psicanálise diz: “Não acredito mais na minha neurótica”, referindo-se a sua conclusão de que os relatos de sedução na infância, feitos pelas pacientes, não correspondiam ao que, efetivamente, tinha ocorridos em suas vidas.

Posteriormente, em A interpretação dos sonhos, de 1900, Freud já detinha na questão sexual e suas formas inconscientes de expressão. Ao afirmar que a produção onírica é “a via régia que conduz aos conhecimentos do inconsciente”, apresentou um aspecto inovador para a compreensão da mente humana, enfocando a produção onírica como própria do sujeito – e não externa ele. Uma produção psíquica, aliás, repleta de desejos inconscientes reveladora da sexualidade, dado que os sonhos permitiriam a realização de desejos recalcados.

Ainda de acordo com ele, se nos aprofundarmos na análise dos sonhos, por meio da associação livre, chegaremos a conteúdos latentes repletos de conotações eróticas, resquícios de desejos sexuais infantis. Porém, para que conteúdos reprimidos possam burlar a autocensura, ainda que parcialmente, surgem travestidos por dois tipos de símbolos universais (presentes em diferentes culturas e épocas) e individuais (que ganham sentido para quem sonha).

Mais de um século após a publicação dos primeiros textos freudianos muitos pensadores partiram de suas construções para propor outras formas de compreender o ser humano e seu funcionamento. Podem-se repudiar suas ideias ou comungar com elas, aceitá-las ou não, mas algo é certo: é impossível ficar indiferente. “Hoje sabemos que não se trata de provar que Freud tinha razão – mas a psicanálise e pesquisa cerebral não precisam se contradizer”, diz o neuropsicanalista Mark Solms.

' DeSaBaFo.


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Viver num mundo em que não temos liberdade, que droga. Somos meros escravos, não nascemos, somos cultivados. O sistema domina a nossa mente, fecha os nossos olhos e suga a nossa alma. Lastimável ver que somos capazes, mas nos submetemos, temos preguiça. Apenas confiamos. Sim, é mais fácil crer do que pensar, por isso existem mais crentes que pensadores. Podemos mudar o mundo, mas não, cruzamos os nossos braços e obedecemos a uma moral IDIOTA de rebanho. Ainda vivemos na caverna. Somos limitados e o pior, gostamos da limitação. Sombras, projeções, ilusões... Isso é real? O que é a real? Podemos definir a realidade de um modo universal?
Ah, pra mim não tem mais volta e como é bom saber disso. EU SOU LIVRE! - ns.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Me Adora que EU SEI ;p


Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
“Só não desonre o meu nome”

Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber

Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome

Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber



Pitty - Me Adora

sábado, 12 de setembro de 2009

Faixa Seis



Você hoje pra mim
Está completamente resolvida
Você hoje pra mim é a faixa seis
Do lado B
Do meu último LP
Aquela que o programador do rádio nunca toca
Aquela que o divulgador do disco evita
Aquela que fica espremida entre a quinta
A quinta faixa e o final da fita

Sérgio Sampaio

3 portas, 3 janelas, 3 abismos *O*


Não existe o não –ser

Na verdade, o não-ser não é; porque, supondo que o não-ser seja, ele ao mesmo tempo será e não-será; pois, enquanto é concebido como não-ser, não será, mas como existe como não inexistente por sua vez existirá; ora, é absolutamente absurdo que uma coisa ao mesmo tempo seja e não-seja; portanto, o não-ser não é. E de resto, admitindo que o não-ser seja, o ser não existirá mais, posto que se trata de coisas contrárias entre si; dessa forma, se do não-ser se afirma o ser, do ser se afirmará o não-ser. E como o ser de modo algum pode não ser, assim tampouco existirá o não-ser.

Não existe o ser

Tampouco existe o ser. Porque, se o ser existe, é eterno ou criado, ou ao mesmo tempo eterno e criado; mas ele não é nem eterno e nem criado, nem um e outro ao mesmo tempo, como demonstraremos – portanto, o ser não existe. Porque, se o ser é eterno, não tem nenhum princípio...

Nada existe

Admitindo-se que algo exista, existe somente o que é ou o que não é, ou então existe tanto o que pe quanto o que não é. Porém, nem o que é existe, como demonstrará, nem o que não é, como nos confirmará, nem, por fim, como também nos explicará, o ser e o não-ser juntos. Portanto, nada existe.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Isso ainda passa (Y)


Eu respiro tentando
Encher os pulmões de vida
Mas ainda é dificil
Deixar qualquer luz entrar...

Ainda sinto por dentro
Toda dôr dessa ferida
Mas o pior é pensar
Que isso um dia
Vai cicatrizar...

Eu queria manter
Cada corte em carne viva
A minha dôr
Em eterna exposição
E sair nos jornais
E na televisão
Só prá te enlouquecer
Até você me pedir perdão...

Eu já ouvi 50 receitas
Prá te esquecer
Que só me lembram
Que nada vai resolver
Porque tudo
Tudo me traz você
E eu já não tenho
Prá onde correr...

O que me dá raiva
Não é que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos
Nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil
De falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi
Aprisionado em sua têia...

O que me dá raiva
São as flôres
E os dias de sol
São os seus beijos
E o que eu tinha
Sonhado prá nós...

São seus olhos e mãos
E seu abraço protetor
É o que vai me faltar
O que fazer do meu amor?...

Eu já ouvi 50 receitas
Prá te esquecer
Que só me lembram
Que nada vai resolver
Porque tudo
Tudo me traz você
E eu já não tenho
Prá onde correr...




' 50 receitas - Leoni

domingo, 2 de agosto de 2009

I need God


Desperta, por que dormes, Senhor? Acorda, não me rejeites para sempre.
Por que escondes a tua face, e te esqueces da minha miséria e da minha opressão?
Pois a minha alma está abatida até ao pó; o meu ventre se apega à terra.
Levanta-te em meu auxílio, e resgata-me por amor das tuas misericórdias.

Salmos 44:23-26