segunda-feira, 5 de julho de 2010

O que tiver que ser


É tão dificil entender
Que eu já não vejo em você
Aquele alguém que eu conheci
E me apaixonei
Já não consigo suportar
Você querendo me tocar
O meu desejo, a sua voz
O que aconteceu?

Fechar os olhos e sentir
Que eu vivo bem com a solidão
Dessa vez não posso mais mentir
Pra te proteger, tente entender

E se eu não quero mais você
Espero o dia amanhecer
E o que tiver que ser será
E quando o sol aparecer
Seu coração vai te dizer
Que o que tiver que ser será
Até um sonho tem seu fim
Eu tambem vou cuidar de mim
E o que tiver de ser será

Se um dia eu quis, por que será
Que nem suporto mais te olhar?
Já não consigo mais te ver
No que acreditei
Por que não tenta esquecer
E deixa o tempo resolver
Esse vazio que te faz
Viver do que passou

Fechar os olhos e sentir
Que eu vivo bem com a solidão
Dessa vez não posso mais mentir
Pra te proteger, tente entender

E se eu não quero mais você
Espero o dia amanhecer
E o que tiver que ser será
E quando o sol aparecer
Seu coração vai te dizer
Que o que tiver que ser será
Até um sonho tem seu fim
Eu tambem vou cuidar de mim
E o que tiver de ser será

-Marjorie Estiano


Pintor: "Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes." Amelie: "Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros." Pintor: "E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?"


-O fabuloso destino de Amelie Poulain

Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo.

Michel Foucualt

A sabedoria é a cousa principal: adquire pois a sabedoria; sim, com tudo oque possuis adquire conhecimento.

Provérbios 4:7

sábado, 3 de julho de 2010


Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida,pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui pra que gostem de mim.Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.E pra seduzir somente o que me acrescenta. Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra. A palavra é meu inferno e minha paz. Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos,com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar... Eu acredito é em suspiros,mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis,em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma,no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou.

- Marla de Queiroz

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Tudo ou Nada


"Hoje acordei inteira. Migalhas? Pedaços? Não, obrigada. Não gosto de nada que seja metade. Não gosto de meio termo. Gosto dos extremos. Gosto do frio. Gosto do quente (depende do momento.) Gosto dos dedinhos dos pés congelados ou do calor que me faz suar o cabelo. Não gosto do morno. Não gosto de temperatura-ambiente. Na verdade eu quero tudo. Ou quero nada. Por favor, nada de pouco quando o mundo é meu. Não sei sentir em doses homeopáticas. Sempre fui daquelas que falam "eu te amo" primeiro. Sempre fui daquelas que vão embora sem olhar pra trás. Sempre dei a cara à tapa. Sempre preferi o certo ao duvidoso. Quero que se alguém estiver comigo, que esteja. Mesmo que seja só naquele momento. Mesmo que mude de idéia no dia seguinte."

Fernanda Mello

Disfarce


Por trás de tudo são só quatro letras. É só fonética, morfologia. Sem acento, substantivo qualquer. Nem verbo não é. AMOR não sabe o que é amar.

Verônica H.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Presente


Não sei muita coisa sobre mim porque raríssimas coisas que me dizem respeito permanecem inalteradas. Quando acho que sei, eu congelo, e me torno rígida, e resisto à fluidez, e atrapalho o fluxo do mar da vida, e quase morro pelo esforço inútil de tentar amarrar as ondas. É quando menos sei que mais evaporo, e me transformo em nuvens de ricas possibilidades que viram a chuva capaz de fertilizar sementes de mudança nas terras áridas da minha ilusória estagnação.

Quando acho que sei, já mudei, mas ainda não sei. Quando acho que sei, já mudei, mas demoro a perceber. Fico lá, agarrada ao que já não é, chorando ou me encantando a partir de emoções que só fazem sentido para o que na maioria das vezes já deixei de ser. É quando menos sei que eu sinto mais. É quando menos sei que eu sei mais. É quando menos sei que eu sou com mais liberdade.

Não sei muita coisa sobre mim e já nem faço tanta questão assim de saber. O que realmente quero é criar espaço para viver a percepção nítida e inédita da beleza disponível de cada instante. Isso, sim, até onde eu pouco sei, é presente. E, quando estou alinhada com o tempo do meu coração, eu sei que é apenas isso, e tudo isso, o que há para ser desembrulhado. Para ser plenamente vivido. Nada mais.

Ana Jácomo

Liberte-se !


Riqueza, prestígio, tudo pode ser perdido, a felicidade em seu coração pode ser diminuída, mas estará sempre lá enquanto você viver, para torná-lo feliz de novo. Sempre que estiver sozinho ou triste, tente ir para o sótão num dia lindo e olhar para fora, não para as casas e os telhados, mas para o céu. Enquanto puder olhar sem medo para o céu, saberá que é puro por dentro, e encontrará a felicidade outra vez.

Extraído de O dia do Coringa - Jostein Gaarder .

De uma ponta a outra


Sê o que quiseres, mas procura sê-lo totalmente.

Thomas Morus

Nenhum homem que tenha vivido conhece mais sobre a vida depois da morte que eu ou você. Toda religião simplesmente desenvolveu-se com base no medo, ganância, imaginação e poesia.

Edgar Allan Poe

Elogio da Loucura


"Com efeito, o que é a vida se suprimis seus prazeres? Merece ela então o nome de vida?... Vós me aplaudis, meus amigos! Ah! Eu sabia o quanto éreis todos muito loucos, isto é, muito sábios, para não compartilhar meu pensamento... Os próprios estóicos amam o prazer; eles não poderiam odiá-lo. Por mais que dissimulem, por mais que difamem a volúpia aos olhos do vulgo, cumulando-a de injúrias as mais atrozes, é puro fingimento! Tratam de afastar os outros dela para que eles próprios a usufruam com mais liberdade. Mas por todos os deuses! Que eles me digam então qual instante da vida não é triste, tedioso, desagradável, insípido, insuportável se não for temperado pelo prazer, isto é, pela loucura. Eu poderia contentar-me aqui em citar o testemunho de Sófocles, esse grande poeta que nunca se terá louvado bastante, e que fez de mim um tão belo elogio quando disse: A vida mais agradável é a que transcorre sem nenhuma espécie de sabedoria. (...)"

Extraído de Elogio da Loucura, de Erasmo de Rotterdam – 1508.