sexta-feira, 31 de julho de 2009

La Critique



É a loucura não existe.
A loucura está em todos os lugares ao mesmo tempo.
Normal é o tédio dos dias sem graça que as pessoas fazem pra elas mesmas.

Saudade não é salgada não. A saudade é doce.

Eu quero permanecer calado escutando tudo.
O meu passado é de conversador, bom falador, namorador...
Penso, penso, penso, penso...
Consegui dizer tudo...
Tu ficava atrás das linhas da vida.
Sou de esquerda pô...!
O que eu quero dizer com isso? Nada to comentando!

Porque eu sou da luz, porque o único escuro que eu carrego é a sombra que o meu corpo produz.

Eu dou tantas voltas é proibido parar.
Isoglócia...
Isoglócia é a sua forma de falar, sua expressão, sua variado de seletivas de línguas.

E a pessoa que faz isso e faz aquilo e o que não faz fica mais velho, e a velhice vem mais rápido.

Daqui a pouco encontrar uma carta de euforia.

E quem não é?

Sexo é bom!
Eu paguei pra fazer.
Dez reais.
Foi bom!

Possuir razão é impor.
Pessoas que vivem fora da sanidade.

Falar, falar, falar, falar hen, hen, hen, hen, hen, hen...

Quem é você?
Quem é você?
Quem é você?
Quem é você?
Eu to perguntando quem é você?

Eu sou gente!




Ana Carolina

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Foi Culpa da Lua




Foi culpa da lua
Eu te perceber
A culpa foi sua
Me fez querer você

Ainda te ouço
Me dizendo assim
Me abrace depressa
Você feito pra mim
Diz haja o que for, o que houver
Que o seu coração
Vai estar onde o meu estiver

Se a culpa é da lua
Quando ela acender
Vai brilhar somente
Para mim e para você

Diz haja o que for, o que houver
Que o seu coração
vai estar onde o meu estiver

Foi culpa da lua
Eu te perceber
a culpa foi sua
me fez querer você
Se a culpa é da lua
Quando ela acender
Vai brilhar lembrando
Somente eu e você
Pra mim e para você
Somente eu e você


I.Sangalo



pra ele *-*

Amor: um sentimento extinto?


Quem nunca viu em lugares públicos, casais trocando carinhos, beijinhos, declarações ao pé do ouvido e olhares intermináveis? De mãos dadas caminhando sem se importar com o que está acontecendo em volta deles? Tudo indica que é amor...
Algumas pessoas se sentem incomodadas ao ver cenas assim, acham que o amor é um sentimento careta, algo ultrapassado. Eu fico pensando com meus botões, será que o amor está se extinguindo? Até nas novelas (que sempre nos fazia sonhar com a felicidade eterna, com o amor verdadeiro, fidelidade, casamentos perfeitos e finais sempre felizes), mudou toda a história...O mocinho agora virou bandido, não existe mais amor, tudo se transformou num jogo de interesses.
Casamento que, antes era uma das fases mais importantes de uma pessoa, tornou-se algo a ser evitado por ter sido considerado como algo "falido". Hoje em dia, casamentos não duram para sempre, é muito raro ver casais de idosos juntinhos como prometeram na igreja. Os jovens de hoje se casam, mas, a família já estipula o tempo que irão ficar juntos.
Garotas adolescentes, que normalmente sonham com príncipes encantados, não sonham mais. De tanto verem na televisão, revistas e até mesmo em suas residências, pais se divorciando, brigas, falta de respeito e até agressões físicas e verbais, isso os entristecem e fazem com que nas suas mentes criem suas próprias realidades, o amor não existe.
Quantas festinhas e shows, os adolescentes "ficam"? Com certeza, em todas as festas devem rolar essa tal de “pegação”. Não ter compromisso com o outro, é a moda atual. Pra quê namorar, para depois se apegar, e sofrer? Pensamentos assim crescem entre os jovens. A boa notícia é que não são todos que têm esse pensamento, alguns jovens acreditam e botam fé no namoro, e até mesmo sonham em um dia constituir uma família.
Se o amor é considerado sentimento de careta, o bacana então é viver sozinho, trancado num apartamento rindo das propagandas de presentes para o dia dos namorados que são exibidos na televisão, conversar com as paredes e ficar mentindo para si mesmo e para todos que não precisa de um amor? Nossa...E amar é ser careta? Acho que estão trocando as "bolas", não entra em minha cabeça acreditar que o amor vai acabar, os valores mudaram tanto! Tanta mudança para nada, que mudança é essa que só faz piorar? O amor precisa existir, vamos lutar para não acabar, ele tem que existir entre os casais de namorados, noivos, casados e até mesmo divorciados (quem sabe não tentar de novo?) E se você ver uma cena de carinho entre um casal, abra um enorme sorriso e diga: -Graças a Deus, que o amor ainda existe.

Assim eu vejo a vida


Assim eu vejo a vida

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.

Cora Coralina

domingo, 26 de julho de 2009

Minha Medida


Dizer que não foi bom pra mim
Fingir que não aconteceu
Querer que o tempo volte atrás
Por ti ou por qualquer razão
São coisas que jamais farei
Não cabem na medida do meu coração

Um dia o sol esclareceu
Que a vida é mais que essa paixão
Sorri ao tempo, me falou
Seu amanhã já começou
Eu visto as notas da canção
Com versos na medida do meu coração

Saudade, é claro, todo mundo sente
Não pode é ser maior do que a gente é
Tinjo a imensidão
Com tintas na medida do meu caro coração

Voltar para o mesmo lugar
É impossível, irreal
Viver é qual o correr de um rio
Jamais retorna
Achei o que é melhor pra mim
E o tempo já me deu seu sim
E meu samba-canção
Revela a medida do meu coração


[maria rita]

Trocando de Casca


Trocando de Casca

Não tenho controle dos meus pensamentos
Estes que entram sem pedir licença
Aproveitam-se dos momentos
Para marcar sua presença

Então paro e penso
Na fase que estou vivendo
Tento entrar em um consenso
Mais estou me vendo
No meio de muitas mudanças
Que em mim provocam
Ajustes e esperanças

Estou confusa
Quero falar
Mas não encontro quem ouvir
Então fico muda
Com várias coisas presas dentro de mim

Sinto-me crescer, mas fico sem aparecer
Sinto-me conhecer, mas não reconhecer
Sinto-me só, mas sei que não é verdade
Pois tenho valiosas amizades
Mas às vezes não as encontro
Quando preciso, algo acontece
E a conversa ou a ação desaparece

Não posso definir como estou
De mim não sei o que restou
Vou me descobrir ainda
Saber melhor o “porque”
Das minhas idas e vindas
Quando me reencontrar
Irei matar as saudades
E não me desamparar
Aprenderei a acompanhar os acontecimentos
Preservando meus sentimentos


Rafhaela de Andrade

Vivendo Intensamente


Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.

Clarice Lispector

sexta-feira, 24 de julho de 2009

# UnCoVeRed #


Eu quero ficar perto de tudo que acho certo até o dia em que eu mudar de opinião.
A minha experiência, meu pacto com a ciência, meu conhecimento é minha distração...
Coisas que eu sei, eu adivinho sem ninguém ter me contado.Coisas que eu sei, o meu rádio relógio mostra o tempo errado aperte o Play.
Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado, ninguém sabe mexer na minha confusão.
É o meu ponto de vista, não aceito turistas, meu mundo tá fechado pra visitação.
Coisas que eu sei, o medo mora perto das idéias loucas.Coisas que eu sei, se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa, é minha lei.
Eu corto os meus dobrados, acerto os meus pecados, ninguém pergunta mais depois que eu já paguei.
Eu vejo o filme em pausas, eu imagino casas, depois eu já nem lembro do que eu desenhei...
Coisas que eu sei, não guardo mais agendas no meu celular. Coisas que eu sei, eu compro aparelhos que eu não sei usar, eu já comprei.
As vezes dá preguiça, na areia movediça quanto mais eu mexo, mais afundo em mim.
Eu moro num cenário, do lado imaginário. Eu entro e saio sempre quando tô a fim.
Coisas que eu sei, as noites ficam claras no raiar do dia. Coisas que eu sei, são coisas que antes eu somente não sabia...
Coisas que eu sei, as noites ficam claras no raiar do dia. Coisas que eu sei são coisas que antes eu somente não sabia...
Agora eu sei...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Esquecer que se existe


A vontade de viver condiciona todos os aspectos da existência, produzindo alternadamente sofrimento ou tédio. E posto o instinto de sobrevivência está destinado ao fracasso (porque todo o ser vivente deve morrer), não existe saída para essa dor universal. A única possibilidade de aplacar algum modo a infelicidade constitutiva da existência está em combater a vontade de viver com exercício não-vontade ou nolontade. Schopenhauer aconselha o silêncio, o jejum, a castidade, a renúncia sistemática, a fuga temporária da realidade por meio da arte ou de práticas orientais de meditação. Mesmo as técnicas praticadas pelos ascetas para atingir o êxtase, depois de desvinculadas dos pressupostos e enquadradas em um rígido ateísmo podem fucionar, porque são capazes de afastar a psique do sujeito da normalidade cotidiana, induzindo-o por um curto período a esquecer-se de que existe.

É possível viver sem experimentar o sofrimento?

Existe alguma possibilidade de aniquilar a vontade de viver que domina angustiadamente a existência?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Política animada


O presidente Lula virou personagem na série de animação "South Park".
Num episódio que foi ao ar recentemente, nos Estados Unidos, intitulado "Pinewood Derby", Stan mata um alienígena tido como perigoso. Em seguida, a polícia espacial aterrissa na cidade e pergunta pelo alienígena.
O pai de Stan, que está conversando por telefone com diversos líderes mundiais, entre os quais Lula, questiona se alguém viu o alienígena.

Nesse momento, a tela se divide em quatro, mostrando vários políticos que negam ter visto a criatura. O presidente Lula aparece nesse momento no canto inferior direito, sentado com a bandeira do Brasil ao fundo.

A polícia espacial explica que o alienígena é procurado por roubar milhões em dinheiro do espaço, que é logo encontrado pelos personagens. Eles mentem sobre desconhecerem o paradeiro do dinheiro.

A partir daí, o pai de Stan começa a controlar e dividir o dinheiro entre os países do mundo. Diante da ameaça da Finlândia de revelar a verdade à polícia espacial, as demais nações resolvem acabar com o país nórdico.

Em uma nova visita da polícia espacial, os personagens voltam a mentir, com a exceção de Stan. É nesse momento que Lula volta a surgir, desta vez no canto inferior esquerdo da tela, acompanhado de dois assessores. Para manter a história mentirosa, ele solta a fala: "Sem mudanças".

Outros líderes mundiais também podem ser identificados, como o presidente da França, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, entre outros.

No fim, a polícia espacial revela que o caso do alienígena procurado não passa de um teste para ver se um planeta é confiável o suficiente para se juntar à Federação dos Planetas.

O que se pode esperar da política contemporanea?

Time up!




'Santo Agostinho e sua reflexão sobre o tempo.'

Costumamos dividir o tempo em três partes: passado, presente e futuro. Mas, segundo Santo Agostinho, só temos a capacidade de perceber e medir o tempo no momento em que decorre

O tempo é, e sempre tem sido, um problema filosófico de grande interesse, principalmente em nossa época. Aliás, não só para filósofos e cientistas, mas também para o indivíduo comum, que está acostumado a organizar e realizar suas tarefas e experiências de acordo com a idéia de tempo concebida como sucessão de instantes traduzida em presente, passado e futuro. Agostinho de Hipona (354-430) foi um dos grandes pensadores a se preocupar com esta problemática.

O QUE É O TEMPO?

A reflexão filosófica de Agostinho sobre o tempo é uma de suas mais brilhantes análises filosóficas, a qual o torna, embora sendo um pensador medieval, muito mais contemporâneo do que muitos outros da atualidade. O modo como Agostinho expõe suas interrogações com relação ao tempo marca a reflexão ocidental até os dias de hoje.
Questiona Agostinho: “Que é, pois, o tempo? Quem poderá explicá-lo clara e brevemente? Quem o poderá apreender, mesmo só com o pensamento, para depois nos traduzir por palavras o seu conceito? E que assunto mais familiar e mais batido nas nossas conversas do que o tempo? Quando dele falamos, compreendemos o que dizemos. Compreendemos também o que nos dizem quando dele nos falam. O que é, por conseguinte, o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei.”
Agostinho defronta-se com algumas dificuldades principais ao falar sobre o tempo: não podemos apreendê-lo, pois o tempo nos escapa, não conseguimos medi-lo. E também não podemos percebê-lo.
A nossa percepção do tempo permite dividi-lo em três partes: passado, presente e futuro. A partir de nossa experiência, sabemos que esses três tempos são bastante distintos entre si. O passado é o tempo que se afasta de nós, de nossa consciência, de nossa percepção; é tudo que já não é mais palpável, simplesmente porque já se foi. Chamamos de presente o “agora”, o tempo em que nossas experiências acontecem, no momento em que ocorrem. E o futuro, por sua vez, corresponde ao conjunto de todos os eventos que se concretizam na medida em que o tempo passa. Em outras palavras, o futuro é como o lugar onde estão prontos todos os fatos que presenciamos quando determinado período de tempo vier a transcorrer, por menos ou por mais extenso que seja.
De acordo com nossa percepção, dividimos o tempo em três partes distintas: o presente, o passado e o futuro. Seria necessário, neste momento, lançar mão à seguinte questão levantada por Agostinho: É possível medir o tempo? “E, contudo, Senhor, percebemos os intervalos dos tempos, comparamo-los entre si e dizemos uns são mais longos e outros mais breves. Medimos também quando esse tempo é mais comprido ou mais curto do que o outro, e respondemos também que um é duplo ou triplo, ou que a relação entre eles é simples, ou que este é tão grande como aqueles. As vezes não medimos os tempos que passam, quando os medimos pela sensibilidade. Quem pode medir os tempos passados que já não existem ou os futuros que ainda não chegaram? Só se alguém se atrever a dizer que pode medir o que não existe! Quando está decorrendo o tempo, pode percebê-lo e medi-lo. Quando, porém, já tiver decorrido, não o pode perceber nem medir, porque esse tempo já não existe”
Desta forma, não conseguimos medir o tempo. O presente porque não tem nenhum espaço; o futuro porque ainda não veio e o passado porque já não existe mais. Podemos perceber e medi-lo apenas no momento em que está decorrendo.

Tempo: convenção ou realidade?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Silenciamento da desrazão


Foucault se perguntou como foi que se definiu a moderna decisão que apartou a razão de seu outro, contando-nos uma história na qual o saber psiquiátrico era compreendido como a etapa derradeira de um longo processo de silenciamento da desrazão, cujos primeiros sintomas já se deixariam evidenciar em acontecimentos do século 17 como a instituição do Hospital Geral, o grande internamento e a metafísica de Descartes. Segundo Foucault, Descartes teria excluído a loucura do processo da dúvida metódica que leva à descoberta do cogito, explicitando assim a decisão fundamental da modernidade em opor a ordem da razão à desordem da desrazão: se duvido, penso, e se penso não posso ser louco.

Em As palavras e as coisas, Foucault formulou o polêmico conceito de épistémè. Aludia-se com ele a uma ordem ou princípio de ordenação dos saberes anterior a qualquer enunciado visando o conhecimento, de modo que a épistémè epistémé seria a instância arqueológica profunda que tornaria qualquer enunciado possível: tratava-se de nomear o solo fundamental que conferiria legitimidade e positividade ao saber de cada época. Em outras palavras, Foucault não se propunha a fazer uma história das ciências ou uma história das ideias, mas procurava descrever a configuração e as transformações históricas das diferentes épistémès, as quais marcariam diferentes possibilidades de pensamento e conhecimento, sem qualquer linearidade progressiva na passagem de uma épistémè a outra. Subjacente a toda cultura e, portanto, a toda forma de conhecimento, Foucault detectava a existência de uma ordem, de um espaço de identidades, de similitudes e de analogias por meio das quais classificamos e distribuímos os objetos do conhecimento. A obra era polêmica e despertou grande interesse e muitas críticas, pois Foucault foi acusado de hipostasiar a história e a práxis humana por detrás da ação silenciosa de estruturas anônimas.

Atualmente somos mais vigiados ou punidos ?